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06 de Junho de 2007

João Isidoro

Um Projecto de Futuro


Bernardo Martins participou, sem rebuço e activamente, na discriminação, no afastamento e na expulsão de diversos militantes socialistas.

In: Diário de Notícias da Madeira - 06-06-2007

O início de 2007 foi fértil em factos políticos pouco comuns na Região. Refiro-me, nomeadamente, aos critérios, que presidiram à revisão da Lei de Finanças das Regiões e que precipitou um diferendo institucional - com alguma gravidade e de todo em todo indesejável - entre a Região e a República. Na sequência deste conflito, o Governo Regional apresentou a sua demissão e provocou, pela primeira vez na história da autonomia, a interrupção de uma legislatura e a convocação de eleições antecipadas.Nestas eleições, realizadas no pretérito dia 6 de Maio, surge, pela primeira vez na disputa eleitoral para o Parlamento Regional, o MPT-Partido da Terra. Constituindo, é certo, um novo projecto político, um novo "rosto" partidário e uma nova e refrescante ideia para a vida política regional, o Partido da Terra candidatou a estas eleições um grupo de mulheres e homens com provas dadas e experiência no trabalho autárquico e parlamentar ao serviço das populações da Madeira e do Porto Santo. Os candidatos do Partido da Terra assumiram, com os eleitores, o compromisso da defesa das grandes causas sociais, ambientais e de um sustentável ordenamento do território não esquecendo, naturalmente, as áreas da saúde, educação, agricultura e pescas que, entre outras, constituem as que registam uma maior sensibilidade e expectativa por parte dos eleitores e dos cidadãos, em geral.O Partido da Terra apresentou-se, sem complexos, às eleições, com um projecto autónomo e a garantia de continuar a sê-lo no presente e no futuro. Assumimos com os eleitores uma campanha pela positiva. O nosso objectivo era, e continua a ser, contribuir para a edificação de uma Região mais justa, mais desenvolvida e mais promissora para todos. A nossa acção no parlamento pautar-se-á por uma postura de responsabilidade. Apoiaremos o que considerarmos bem e de acordo com o nosso compromisso eleitoral e criticaremos e opor-nos-emos ao que considerarmos não corresponder às exigências que a nós próprios colocamos. Na medida das nossas possibilidades e responsabilidades, não deixaremos de apresentar propostas alternativas, política e tecnicamente fundamentadas. Não pretendemos ser melhor do que os outros. Queremos ser diferentes, mas queremos, acima de tudo, corresponder com verdade às expectativas dos que em nós depositaram confiança, esperança e vontade de futuro: 3200 madeirenses. Queremos preparar uma alternativa séria e fiável para disputar as eleições autárquicas, legislativas nacionais e as regionais de 2011. No sentido de organizar e consolidar esta alternativa, vamos realizar, já em Julho próximo, o primeiro congresso regional do MPT para aprovação dos estatutos, moção de estratégia global e eleição dos órgãos regionais e respectivos dirigentes. Queremos ser uma alternativa de futuro porque somos um partido que interpreta a defesa dos valores ambientais e da natureza, assentes num humanismo sem hipocrisias e numa postura de solidariedade activa. O MPT-M tudo fará, tenho a certeza, para não defraudar as expectativas dos eleitores da minha Terra.


P.S.: O MPT não votou favoravelmente no candidato do PS, embora reconheça e defenda a eleição de um Vice-Presidente por parte do maior partido da oposição. Para nós, nunca esteve em causa o PS-M. Esteve e está em causa, isso sim, o perfil do candidato apresentado. Se é verdade que o PS tem total liberdade para escolher e apresentar o seu candidato, de acordo com a sua estratégia, não é menos verdade, também, que os restantes partidos têm a liberdade de lhes dar, ou não, a sua concordância. Pela nossa parte, temos razões fundadas para não votar no candidato apresentado. Bernardo Martins participou, sem rebuço e activamente, na discriminação, no afastamento e na expulsão, de diversos militantes socialistas que hoje integram as fileiras do MPT. Bernardo Martins evidenciou, com essas atitudes, não estar preparado, dos pontos de vista democrático e emocional para lidar com a diferença que um Parlamento democrático exige. O MPT-M continua disponível para viabilizar uma candidatura do PS desde que diferente da apresentada.A solução do problema está nas mãos do PS-M ou do partido maioritário se assim o entender. Haja sensatez e serenidade.
publicado por Pedro Quartin Graça às 17:21
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