Blog pessoal criado em 2003
26 de Dezembro de 2010

Recordo-me bem desse dia. Seria impossível esquecê-lo. Faz hoje 6 anos. 26 de Dezembro de 2004. Estava eu no Dubai quando o mundo foi surpreendido com o mais violento tsunami da história da humanidade. Mas também pude constatar o seu efeito arrasador no terreno já que, até nos Emirados Árabes Unidos, ainda a uma considerável distância da zona mas apenas com o mar a separar, os efeitos da terrível "onda gigante" se fizeram sentir. Assisti horrorizado na televisão aos acontecimentos que viriam a dizimar centenas de milhar de pessoas. As imagens que acima publicamos retratam bem a violência do maremoto e são, ao mesmo tempo, uma homenagem aos sobreviventes e às suas famílias. Que hoje, curiosamente, poucos anos passados, já quase ninguém se parece recordar em Portugal...

publicado por Pedro Quartin Graça às 10:50
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Hoje, dia de Natal, um amigo partiu. Conhecia-o há mais de 30 anos. Ultimamente apenas sabia notícias suas pelo telefone ou através de pessoas amigas. Data do passado dia 5 de Outubro a sua última aparição pública nos Paços do Concelho de Guimarães. Monárquico por convicção e fiel correligionário de SAR o Duque de Bragança, MANUEL IVO CRUZ, é dele quem falo, deixou-nos hoje. Já muito abatido pela doença, viveu contudo animado até ao fim.

Antigo director da orquestra do Teatro Nacional de São Carlos, de Lisboa, docente e investigador na área da musicologia histórica portuguesa, era filho do maestro Ivo Cruz. Nasceu em Lisboa e realizou os seu estudos primários e secundários na mesma cidade, ingressando, depois, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas.

Estudou composição e foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian na frequência do curso de direcção de orquestra do Universität Mozarteum da Universidade de Salzburgo, Áustria, cujo curso concluiu com distinção. Terminados os seus estudos foi nomeado director musical da Orquestra Filarmónica de Lisboa e passou a dirigir diversos programas de divulgação musical, com destaque para os transmitidos na Radiotelevisão Portuguesa (RTP) e na Emissora Nacional, com cuja orquestra sinfónica passou a colaborar regularmente. Dedicou-se à música, com especial empenho à ópera, tendo participado na realização de diversas temporadas no Teatro da Trindade e no Teatro Nacional de São Carlos, ambos em Lisboa, da Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz e ainda no Círculo Portuense de Ópera, de que foi presidente e director artístico.

Distinguido com o Prémio Moreira e Sá e o título de Oficial de Mérito Cultural e Artístico da França, recebeu ainda a Ordem do Rio Branco, do Brasil. Em Portugal foi feito grande oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Foi ainda eleito membro de diversas instituições académicas dedicadas à música e à cultura, entre as quais a Academia Brasil-Europa de Ciência da Cultura e da Ciência, o Instituto de Estudos Culturais do Mundo de Língua Portuguesa e a Sociedade Brasileira de Musicologia. Ao comemorar o cinquentenário da sua carreira artística, em 2004, foi agraciado pela Câmara Municipal do Porto com o grau ouro da Medalha Municipal de Mérito daquela cidade.

O Manuel Ivo deixou-nos hoje. A sua memória ficará para sempre. Um beijo à Leonor, à Luísa e à Xuxu, ao seu irmão Duarte e aos seus filhos. Adeus Manuel Ivo.

publicado por Pedro Quartin Graça às 00:18
03 de Dezembro de 2010

Decorria o ano de 1993. Gonçalo Ribeiro Telles preparava-se para se candidatar a Presidente da Câmara Municipal de Lisboa depois de uma bem sucedida campanha com grande apoio público ao "nosso" Movimento Alfacinha. Foi esta a génese do MPT, então conhecido como "Movimento Partido da Terra". O vídeo que hoje trago, recentemente recuperado depois de anos em arquivo, é da estação de televisão à época designada por "4" (actual TVI) e mostra-nos alguns dos rostos, muito mais novos, é certo, que estiveram ligados à sua fundação. Distinguem-se, entre outros, os de Gonçalo Ribeiro Telles, Luis Filipe Coimbra, Hermínio Monteiro, Paulo Trancoso, António Eloy e João Reis Gomes. A maior parte dos fundadores ainda está entre nós. Outros, como Henrique Barrilaro Ruas e o Hermínio, já partiram e aguardam o momento do reencontro. Ficam as saudades. 17 anos depois a esperança continua viva.

publicado por Pedro Quartin Graça às 10:28
01 de Dezembro de 2010

publicado por Pedro Quartin Graça às 07:28
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Com o relvas à ilharga só pode perder!
Não ao servilismo em relação a outros estados; sim...
Considero este texto extremamente rico, ao abordar...
Só uma palavra: concordo!
Obrigado pelo seu comentário.PQG
Lembro-me perfeitamente desse dia trágico: a surpr...
É lamentável, cada vez dou-Lhe menos crédito. Mona...
De acordo com os seus pressupostos mas....como diz...
Caro Dr. Pedro Quartin Graça, em obrigação para co...
Muito lhe agradeço a sua atenção! Parabéns!
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