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PEDRO QUARTIN GRAÇA

Blog pessoal criado em 2003

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09.06.08, Pedro Quartin Graça
A “VAIDADE” DE ALEGRE, A PRETENSÃO DO “BE” E A AUSÊNCIA DE ÉTICA




Publicado no Blog "Câmara dos Comuns"




Começar a colaboração neste espaço com uma crónica “negativa” estava longe de ser aquilo que eu mais desejava. Tanto mais quanto quem está em causa são colegas na Assembleia da República.

Houve contudo razões de agenda mediática que me levaram a tal. Refiro-me ao episódio da participação de Manuel Alegre no comício – festa das “esquerdas”. Alegre pode ter razão quanto às razões que estão na base da sua revolta. Mas Alegre foi longe de mais com a “vaidade” que exibe e a pretensão de ser o dono de um milhão de votos, de que pensa poder “dispor” como se de um couto de caça se tratasse.

A verdade é que o novo criptobloquista, como alguns já o designaram, está agora de mão dada com Francisco Louçã.

Tudo isto depois de 2 exasperantes anos de inactividade do seu MIC, de que é único responsável, e depois de o próprio BE já ter feito uma anterior experiência, bem mais modesta é certo, quando, “qual ave de rapina”, foi buscar ao MPT um conjunto de personalidades na área do ambiente com que pretendia, sem sucesso é certo, colorir o seu novo discurso verde.

Desta feita é com Alegre que o Bloco, entusiasmado com recentes sondagens que o dão acima dos dois dígitos, pretende crescer.

O poeta, como se já não bastasse a promíscua atitude revelada, dispara contra tudo e contra todos e envolve-se entretanto numa nova e emocionante polémica com o seu camarada José Lello, sobre quem pagou a viagem de quem, matéria que, convenhamos, interessa seguramente pouco à generalidade dos cidadãos.
Mais o que mais espanta é que tudo isto se passa sem que Alegre saia do PS, atitude que implicaria naturalmente a perda do seu lugar de Vice-Presidente da AR e sem que o Bloco, uma vez mais, tenha sequer a decência de confessar publicamente a sua democrática filosofia de que, na política, vale tudo desde que o resultado final vá ao encontro dos objectivos políticos traçados.

É a política no seu pior e totalmente desprovida de qualquer sentido de ética.

No fundo, como diz o poeta:
Ai....tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado!

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