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PEDRO QUARTIN GRAÇA

Blog pessoal criado em 2003

PEDRO QUARTIN GRAÇA

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24.05.06, Pedro Quartin Graça














UMA ATITUDE LAMENTÁVEL E INDIGNA DE UM GRANDE PARTIDO COMO O PSD


O cartaz diz tudo. Mais palavras seriam desnecessárias. Não é, em essência, uma questão política. Muito menos partidária. É, "apenas", uma questão de carácter. Ou da falta dele. Em 30 anos de democracia nunca vi descer tão baixo, em nenhum partido político, como o que aconteceu este fim de semana com os deputados do PSD, José Freire Antunes e José Raúl dos Santos aquando do Congresso do PSD no Porto. Pura e simplesmente transformados em criminosos, em bandidos, em "Procurados" por "crimes" cometidos...Lamentável apenas!O PSD, e os deputados em causa, não mereciam um comportamento deste nível por parte de alguns dos seus filiados.Não posso calar a minha indignação.
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A este propósito, o Deputado José Freire Antunes fez-me chegar o texto que enviou à Agência LUSA e que, infra, reproduzo:

"O deputado social-democrata José Freire Antunes disse hoje à Lusa que vai accionar uma queixa-crime por difamação contra o líder PSD/Porto, Agostinho Branquinho, alegando ter sido alvo de uma "tentativa de assassínio moral".
Em causa estão declarações de fontes não identificadas e de pelo menos um dirigente da distrital da JSD acusando os deputados Freire Antunes e Raul dos Santos de usarem ajudas de custo da Assembleia da República para deslocações ao Porto que nunca efectuaram. Numa declaração escrita enviada à Agência Lusa, Freire Antunes refere que a "campanha de assassínio moral" iniciou-se com uma peça do Jornal de Notícias de 20 de Abril de 2006, que "citava como fonte a distrital do Porto do PSD", e "culminou nas declarações do secretário-geral da JSD-Porto [Marco Vaqueiro], reproduzidas pelo jornal 24Horas de 21 de Maio".
"Nessas declarações fui incluído entre aqueles que 'andaram durante um ano inteiro a receber ajudas de custo para virem cá, mas nunca puseram os pés nesse distrito'", afirma o parlamentar.
"Temos assim que a distrital do Porto [do PSD] difundiu a partir de 20 de Abril uma falsidade que materializa um crime de difamação, pelo que dei instruções aos meus advogados para accionarem um processo-crime contra o presidente da distrital do Porto", adianta Freire Antunes.
O deputado recorda que, em resposta a um requerimento do jornal Público, a adjunta da secretária-geral do Parlamento, Maria do Céu Boléo, garantiu por escrito, a 26 de Abril de 2006, que "o senhor deputado José Freire Antunes, na actual legislatura, nunca comunicou qualquer deslocação para efeitos de pagamento de ajudas de custo". No texto enviado à Lusa, o deputado refere que se tem deslocado ao Porto, por sua conta, para contactar eleitores e para finalizar uma investigação sobre a génese nortenha da candidatura de Humberto Delgado à Presidência da República.
Freire Antunes recorda ter sido convidado para integrar a lista do Porto nas legislativas num momento em que as estruturas portuenses do PSD estavam "gravemente divididas" (devido a um episódio envolvendo Pôncio Monteiro e Rui Rio).
Acrescenta que por escolha pessoal e decisão do presidente do grupo parlamentar do PSD, centrou a sua actividade na área internacional, passando longos períodos de tempo no estrangeiro em representação da Assembleia da República. A Lusa tentou obter um comentário de Agostinho Branquinho junto do assessor da distrital do Porto do PSD, mas até ao momento não foi possível qualquer contacto."

MSP. Lusa/Fim
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