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PEDRO QUARTIN GRAÇA

Blog pessoal criado em 2003

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19.03.06, Pedro Quartin Graça

FERREL -MANIFESTAÇÃO CONTRA O NUCLEAR - 30 ANOS DEPOIS

Realizou-se hoje durante o dia em Ferrel, concelho de Peniche, a anunciada manifestação contra o nuclear, a qual contou com a presença de uma significativa delegação do MPT - PARTIDO DA TERRA, na qual se encontrava incluido o Deputado Pedro Quartin Graça.
Transcrevemos, infra, a notícia publicada no jornal online, DIÁRIO DIGITAL de hoje relativo à mesma. Amanhã publicaremos neste blog desenvolvida reportagem fotográfica sobre o evento.
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Nuclear: revivida primeira manifestação 30 anos depois
Ambientalistas de vários pontos do país e popu lares de Ferrel relembraram hoje os 30 anos do primeiro movimento anti-nuclear do país e reafirmaram a sua oposição a uma nova tentativa de construção de uma central nuclear em Portugal.
Mais de duas centenas de pessoas concentraram-se hoje ao fim da manhã e m Ferrel após o que rumaram de automóvel ao «Moinho Velho», local onde há 30 anos decorriam trabalhos preparatórios para a construção de uma central nuclear.
A 15 de Março em 1976, os 1500 habitantes de Ferrel também se deslocaram a este local, situado a cerca de quatro quilómetros da aldeia, e conseguiram impedir o avanço dos trabalhos.
Esta manifestação marcou início de um processo que culminaria com a des istência do projecto, tendo-se realizado até 1978 outras manifestações que contaram com o apoio de organizações ambientalistas internacionais.
«A plataforma está voltada não só para este local mas para o país no seu conjunto (...) e pretende provar que as ideias (pró-nuclear) são superficiais e em alguns casos desonestas porque, por exemplo, a questão da radioactividade é uma questão central», afirmou à Lusa José Carlos Marques, porta-voz da Platafor ma Não ao Nuclear.
José Carlos Marques disse que a Plataforma Não ao Nuclear «arranca a pa rtir de amanhã» indo organizar debates sobre o tema já que até agora serviu apen as para apoiar as comemorações dos 30 anos das manifestações de Ferrel.
«Passados 30 anos há novas gerações e novos capitalistas e muitos dos p roblemas de há 30 anos são hoje exactamente iguais, ouço defensores do nuclear u tilizarem os mesmos argumentos que já foram desacreditados há 30 anos», afirmou por seu lado Delgado Domingos, professor jubilado do Instituto Superior Técnico.
Delgado Domingos, que hoje se deslocou a Ferrel, disse que há 30 anos e screveu artigos contra o nuclear e que nessa altura esteve em Peniche a esclarecer a população.
«O nuclear não tem novidades. Contrariamente ao que tentam vir agora dizer, as novas centrais são iguais às antigas», afirmou referindo-se ao projecto privado de construção de uma central liderado por Patrick Monteiro de Barros.
No mesmo sentido, o presidente da associação ambientalista Quercus, Hélder Spínola, frisou que «é preciso chamar a atenção quanto às alternativas que são mais sustentáveis e que representam uma melhor viabilidade para o país e que passam por melhorar a eficiência energética e por apostar nas energias renováveis».
O eurodeputado Miguel Portas, também presente, considerou que o nuclear é uma «péssima solução».
Comentando um estudo de opinião publicado sábado no semanário Expresso segundo o qual 51,7% dos eleitores é favorável à construção da central, o eurodeputado disse que «o assunto tem estado fora da agenda e as pessoas sentem o problema do preço do petróleo».
«Quando lhes acenam com uma solução do tipo D.Sebastião a primeira reacção habitual em Portugal é esta. A segunda é a de pensar e quando as pessoas começam a pensar as opiniões das sondagens também mudam», vaticinou.
Miguel Portas frisou ainda que «o projecto (de Patrick Monteiro) não tem pernas para andar e não resolve nenhum problema».
«O problema resolve-se com menos dinheiro e mais rapidamente só poupando e aumentando a eficiência do uso da energia que temos», defendeu o eurodeputad o bloquista.
No «Moinho Velho», jovens activistas do não ao nuclear escreveram vária s faixas com frases a favor das energias renováveis.
No local para onde estava prevista a central os campos encontram-se hoj e cultivados com produtos hortícolas.
Os 150 hectares permanecem terrenos baldios, mas são ocupados por uma centena de agricultores.

Diário Digital / Lusa
19-03-2006 16:35:00

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