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07 de Setembro de 2006

TRIBUNAIS DÃO RAZÃO ÀS PREOCUPAÇÕES DO DEPUTADO DO MPT

Sp. Braga: tribunal suspende patrocínio nas camisolas


[ 2006/09/07 | 12:47 ] Redacção MaisFutebol

A Santa Casa da Misericórdia divulgou esta quinta-feira a decisão do Tribunal de Braga de suspender o contrato de patrocínio do Sp. Braga com a Sportingbet.

A decisão surgiu na sequência de uma providência cautelar interposta pela Santa Casa Misericórdia, que pretende, tal como fez relativamente à Bwin, defender o seu monopólio nas apostas.

O Tribunal da Comarca de Braga proibiu ainda o Sp. Braga e as empresas Sportingbet PLC e Sportingbet.com de realizar publicidade ao site das empresas e definiu uma multa de 50 mil euros para cada infracção.
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07/09/2006 FUTEBOL
Sp.Braga

Tribunal proíbe publicidade à Sportingbet

O Tribunal da Comarca de Braga decidiu favoravelmente a providência cautelar interposta pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa contra o Braga, na sequência do contrato de patrocínio dos bracarenses com a empresa Sportingbet, ordenando a suspensão imediata do mesmo.
O Tribunal estabeleceu ainda a sanção pecuniária de 50 mil euros para cada infracção.

O que vale por dizer que, se os minhotos se apresentarem amanhã, frente ao Desportivo das Aves, com o patrocínio da Sportinbet nas camisolas, serão multados.

Fonte: O Jogo
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Patrocínio do Sporting Braga suspenso por tribunal

O Tribunal da Comarca de Braga suspendeu o patrocínio da empresa de apostas online Sportingbet ao Sporting de Braga.
A decisão vem na sequência de uma providência cautelar interposta pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa contra o clube minhoto após este ter celebrado um acordo de patrocínio com a Sportingbet.

O tribunal decidiu ainda proibir qualquer tipo de publicidade à empresa, determinando uma multa de 50 mil euros por cada infracção.

O Sporting Braga defronta sexta-feira o Desportivo das Aves em jogo da segunda jornada da I Liga portuguesa.

07-09-2006 15:28:51

Fonte: Diário Digital
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Recorde-se que o Deputado PEDRO QUARTIN GRAÇA tinha interrogado, através de Requerimento, o Governo, no passado dia 19 de Julho, sobre a temática da publicidade proibida ao jogo.

Com efeito, o Deputado do MPT enviou 2 requerimentos ao Governo destinados a obter respostas acerca da atitude governamental sobre a publicidade e o patrocínio proibidos de jogos ilícitos de fortuna e de azar, cujo conteúdo abaixo recordamos.

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A Sua Excelência
O Sr. Presidente da Assembleia da República


REQUERIMENTO


1. Em Agosto do passado ano foram várias as queixas apresentadas pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Associação Portuguesa de Casinos contra a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a BAW International Limited, e a BETandWIN.com Interactive Entertainment AG, queixas estas que tiveram como destinatários o Governo, os tribunais nacionais e ainda o ICAP – Instituto Civil da Autodisciplina da Publicidade, pelo facto, publicamente conhecido e divulgado, de a BAW e a BETandWIN terem desenvolvido em Portugal, no seu sítio na Internet, actividades de exploração e a prática de jogos de fortuna, as quais, de acordo com o disposto no Decreto – Lei 422/89, de 2 de Dezembro, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto – Lei nº 10/95, de 19 de Janeiro (Lei do Jogo), só são permitidas nos casinos existentes em zonas de jogo permanente ou temporário criadas por decreto-lei, que serão concessionadas pelo Estado após a realização de concurso público.

2. Durante toda a época de futebol 2005-06, o Campeonato da 1ª Liga de Futebol profissional, organizado pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, foi ilegalmente patrocionado pelas entidades supra referidas, patrocínio este que se estende às épocas 2006/2007, 2007/2008 e 2008/2009, sendo que, através deste, as referidas entidades assumirão a condição de “Patrocinador Institucional da Super Liga”, recebendo a LPFP avultadas contrapartidas financeiras decorrentes desse mesmo contrato (dez milhões de Euros).

3. Há 3 meses atrás, e na sequência de um pedido de parecer solicitado pelo Sr. Secretário de Estado da Juventude e Desporto ao Conselho Consultivo da Procuradoria – Geral da República, este órgão veio a considerar como sendo a referida publicidade violadora do Código da Publicidade português.

4. Este entendimento apenas veio, no fundo, confirmar a sentença de um tribunal do Porto que já decidira que o patrocínio da BETANDWIN à 1ª Liga era ilegal, sendo o contrato assinado entre a LPFP e a referida empresa de jogos considerado nulo do ponto de vista jurídico.

5. O Governo, recentemente, e após ter ouvido o Conselho Nacional do Consumo, decidiu homologar o parecer do Conselho Consultivo da PGR, diploma este que aguarda publicação para muito breve no Diário da República.

6. Entretanto, na passada semana, a empresa Betandwin anunciou a sua mudança de nome para Bwin, efectiva a partir de 1 de Agosto próximo, mantendo-se todavia como patrocinadora do Campeonato da 1ª Liga e continuando a divulgar ilicitamente a sua publicidade, ilícita e contrária à lei em sede de jogos de fortuna e de azar, e já proibida pelas mais altas instâncias judiciais nacionais.

7. Ora, o facto de a empresa em causa ter procedido a uma mudança de designação, um verdadeiro “lifting” com intuitos que aparentam destinar-se apenas a tentar “fintar” a lei, não pode todavia significar que à mesma seja autorizada a prática das actividades já proibidas por lei, nelas se incluindo, evidentemente, o patrocínio ilícito ao Campeonato de Futebol da 1ª Liga.

8. Acresce que, seguindo o mau exemplo dado e entusiasmadas pela total inércia e passividade governamental manifestadas ao longo dos últimos meses, outras empresas de apostas online, nacionais e estrangeiras, como a SOAPOSTAS E A SPORTINGBET, entre outras, se encontram já a operar em Portugal, também de forma ilegal no que à publicitação das suas actividades diz respeito.

9. Uma delas, a SPORTINGBET.COM, inclusive, é patrocinadora das camisolas de uma equipa de futebol participante na 1ª Liga, o Sporting Clube de Braga.

10. Esta situação configura pois a existência em Portugal, com a estranha e reiterada cumplicidade do Governo, de uma situação de clara ilegalidade e de violação de normas imperativas em vigor por parte de empresas de jogo que se dedicam à exploração e publicitação de actividades de jogo que a lei nacional lhes veda.

Nestes termos,

Vem o Deputado abaixo-assinado ora requerer ao Governo, na pessoa de Sua Excelência o Ministro da Presidência, ao abrigo das disposições aplicáveis da Constituição da República Portuguesa e do Regimento da Assembleia da República, que lhe seja prestada integral informação sobre:

1. Que atitude legal vai o Governo adoptar relativamente à continuação das práticas publicitárias e de patrocínio, quer ao Campeonato de Futebol da 1ª Liga, quer a camisolas de clubes de Futebol, entre outros suportes publicitários, por parte das empresas BWIN (ex-BetandWin), SPORTINGBET, SOAPOSTAS, entre outras?

2. Vai Governo, como é sua obrigação, intervir no sentido de ser reposta a legalidade, impedindo a publicitação ilícita da sua designação e actividades por parte das referidas empresas, na medida em que a mesma implica a divulgação de actividades de jogos de fortuna e de azar para as quais não se encontram autorizadas em Portugal?

3. E vai o Governo fazê-lo em tempo útil, ou seja, impedindo que se inicie mais um Campeonato da 1ª Liga com patrocinadores que desenvolvem actividades contrárias à lei, conforme foi superiormente determinado pelo poder judicial? Em que prazo concreto?


Assembleia da República, 19 de Julho de 2006


O DEPUTADO



Pedro Quartin Graça
publicado por Pedro Quartin Graça às 18:30


INGRID BETANCOURT E 3000 OUTROS REFÉNS DAS FARC
1657 DIAS EM CATIVEIRO


AJUDEMOS À SUA LIBERTAÇÃO! COMBATAMOS O TERRORISMO!

Colabore em: http://www.ingridbetancourt.com

e http://www.betancourt.info/indexFr.htm
_________________________________

AS FARC, da Colômbia PRIVARAM OS SEQUESTRADOS DOS MOMENTOS MAIS IMPORTANTES DAS SUAS VIDAS. ESTES SÃO ALGUNS DOS CASOS MAIS DRAMÁTICOS. (Transcrição em castelhano retirada da Revista SEMANA.COM)
_________________________________

La vida es sólo una. Y suele ser corta para cumplir los sueños que cada persona se forja. Muchos de los secuestrados que están en manos de las Farc han dejado enterrados en la selva sus mejores años. Militares que quedaron cautivos a los 21 años, y están a punto de cumplir 30. Que sencillamente perdieron allí el preciado tesoro de la juventud. Decenas de niños que prácticamente no conocen a sus padres, y algunos, a sus madres. Que apenas habían aprendido a hablar cuando ya sabían el significado de frases como "prueba de supervivencia, intercambio humanitario, o despeje". Mujeres enamoradas que han pasado más años luchando por la liberación de sus maridos, que los que pasaron junto a ellos. Líderes políticos que han dejado suspendidos decenas de proyectos colectivos, que, posiblemente, les habrían traído bienestar a sus comunidades. Carreras truncadas. ¿Cuánto ha perdido el país con estos secuestros? ¿Cuánto liderazgo y capital humano desperdiciado?

La liberación de estos secuestrados no debe depender de una consulta popular. El costo humano de este prolongado cautiverio no tiene parangón. Ni el del grupo de personas que esperan el intercambio humanitario, ni el de las 3.000 víctimas de secuestro extorsivo que son burdamente trocadas por dinero. Esa es una razón humanitaria suficiente para que las Farc recuperen algo del 'honor de la guerra' y los liberen. Y para que el gobierno no escatime esfuerzos en lograr el acuerdo del que están dependiendo tantas vidas.
___________________________

Elkin Hernández Rivas, Subteniente de la Policía , 7 años secuestrado

A Elkin las Farc lo tomaron como rehén después de un ataque a Paujil, Caquetá, cuando apenas tenía 22 años. En la selva ha dejado enterrados los mejores años de su vida. El grado de su hermana Mayerly fue muy triste sin él. También el viaje a San Andrés, donde su papá y su mamá conocieron el mar. Cada vez que doña Magdalena prepara sancocho, lengua en salsa o arroz con leche, sus platos preferidos, sus hermanas no pueden dejar de pensar en que Elkin sólo come frijoles en la montaña. Hace dos años bautizaron por fin a Lina María, su sobrina, que esperó durante un lustro la liberación de su tío para que fuera su padrino. De él conserva una manilla que no se quita, a pesar de estar desleída por el tiempo.

John Pinchao, Subintendente de la Policía, 6 años secuestrado

John tenía 24 años cuando las Farc se tomaron a Mitú. Este joven policía, único varón de su familia, no alcanzó a ver el nacimiento de su hijo John Alejandro, que ya tiene 8 años. Su sueño de graduarse como contador público quedó pendiente. Sus hermanas, en cambio, han logrado convertirse en profesionales. En particular, Jenny, la menor, que estudia odontología gracias al salario que la Policía les gira cada mes, en reconocimiento a John, y gracias al cual resuelven sus principales problemas. Durante este largo cautiverio murieron sus tíos Francisco e Higinio, y nació su sobrina. En su casa nadie duda que John se sentiría orgulloso si viera a Rosa, su mamá, participando activamente en la búsqueda del acuerdo humanitario, en ocasiones acampando en sitios públicos.

Carlos Barragán, Diputado del Valle, 3 años secuestrado

Carlos se ha perdido la posibilidad de ver crecer a sus hijos, en especial a Carlos Andrés, quien tenía dos días de nacido cuando ocurrió el secuestro de los diputados del Valle, en abril de 2002. No estuvo con su hija Melisa cuando cumplió 15 años y no pudo disfrutar con los triunfos deportivos alcanzados por Diego, su hijo mayor. Jamás ha pasado un día de la madre con su actual esposa, Erika Serna. Tampoco pudo despedirse de tres tíos a quienes quiso mucho y que murieron en estos años. Se perdió de los logros profesionales de sus hermanos y, en general, el desarrollo de su familia. Carlos aspiraba a ser senador en este período. Un proyecto más que tendrá que aplazar.

Enrique Murillo Sánchez, Capitán de la Policía, 7 años secuestrado

Aunque Enrique ya ascendió a mayor durante su cautiverio, no ha podido ejercer su nuevo rango. Sus dos hijos, Sebastián y Leonardo, no se despegan de su foto y rezan por él cada día. La familia celebró la graduación de Emiliano, su hermano, como comunicador e ingeniero, el matrimonio de William y el nacimiento de dos nuevas sobrinas. No obstante, las fiestas no tienen el mismo sabor del pasado y a la tristeza producida por la ausencia de Enrique se sumó la de la muerte de la tía Socorro. También viven la nostalgia durante los campeonatos de esgrima a los que Enrique no ha podido asistir. El ex campeón nacional de este deporte libra ahora en las montañas la más dura batalla de su vida.

Pablo Emilio Moncayo, Cabo del Ejército, 8 años secuestrado

La familia de Pablo Emilio está en suspenso. A pesar de que hace tres años sus padres cumplieron las bodas de plata, aún no se ha celebrado la fiesta, esperando el regreso de Pablo Emilio. Él es, junto a Libio José Martínez, el secuestrado que lleva más tiempo en la selva, pues fue tomado como rehén en la toma del cerro de Patascoy, en 1997. Este hecho ha cambiado la vida de todos en su familia. Sus hermanas no pudieron continuar estudiando porque todo el dinero de la familia se gastó en viajes y salidas buscando noticias sobre su vida y su liberación. Tiene dos sobrinas a las que no conoce que no han podido ser bautizadas a la espera de que regrese el tío. Y también tiene una hermanita de un año y medio que tampoco ha visto en su vida.

Sigifredo López, Diputado del Valle, 3 años secuestrado

Sigifredo López, de 42 años, no ha podido estar en los años de adolescencia de sus hijos. Lucas, el mayor, tiene ahora 17 años. Sergio, 15. Sigifredo soñaba con garantizarles su ingreso a la universidad. Lucas, que quiere estudiar ingeniería de sonido, tendrá que acudir a un crédito del Icetex. Su esposa, Silvia Nieto, tuvo que buscar un empleo para seguir sosteniendo a sus hijos, y dejar en vilo la idea que tenía, junto a su esposo, de crear una empresa familiar. Sigifredo, además, es el único hijo de doña Nidia, una mujer de 68 años, de quien ha sido el sostén económico y afectivo. Este político es de Pradera, Valle, y cada vez que puede, reitera que el despeje de este municipio y de Florida son viables para el intercambio humanitario.

José Libardo Forero, Cabo de la Policía, 6 años secuestrado

José Libardo tenía 31 años cuando, el 12 de julio de 1999, fue tomado como rehén en Puerto Rico, Meta. No ha podido estar con su hija Paola a la que dejó de 4 años. Su hijo Anderson no ha tenido quién le responda las preguntas que como adolescente de 14 años le surgen. En cambio, si le ha tocado responder cada vez que su hermana pregunta cómo era el papá, y ha tenido que limpiar su nombre cuando los compañeros le dicen que el cabo Forero es una gallina porque se dejó secuestrar. El plan de comprar una casita quedó suspendido. Aún viven en arriendo, y se sostienen con lo que les da la Policía, equivalente al 75 por ciento del salario del cabo, que de estar en libertad, hoy sería sargento viceprimero.

Luis Alfredo Moreno , Sargento del Ejército, 7 años secuestrado

La abuela de Luis Alfredo tiene miedo de que le pase lo mismo que a su esposo Octaviano: que se muera sin volver a ver a su nieto. Todos en su casa han vivido al vaivén de la frustración por el secuestro de Luis, ocurrido en Miraflores, Guaviare. Han visto cómo los demás militares recobran la libertad, pero el nombre de este joven suboficial permanece en la lista de los rehenes. Su mamá, María Concepción, está cada vez más enferma. La familia creció. Wilson, el hermano, se casó y tiene un niño. Paradójicamente, el secuestro ha servido para que Camilo Andrés, el hijo del sargento, que había permanecido lejos de sus abuelos, se acercara más a ellos y los busque con frecuencia para saber noticias de su papá.

Alberto Quintero, Diputado del Valle, 3 años secuestrado

Por estar secuestrado, Alberto no pudo reunirse con su familia en la Semana Santa de 2003, cuando murió su hermano Gerardo. El secuestro lo había deprimido, y quizá contribuyó a su deterioro. Este político de 53 años, soltero, ha sido la columna vertebral de su familia. Según sus planes, este año habría sido candidato a la Cámara de Representantes. Sus familiares extrañan que el Partido Conservador no haya hecho un pronunciamiento explícito a favor del intercambio humanitario.

Juan Carlos Narváez, Diputado del Valle, 3 años secuestrado

Juan Carlos desconoce que su hija Daniela, que tenía 2 años en ese entonces, ya habla perfectamente español e inglés. La niña extraña la música que escuchaban juntos y los cuentos que le leía. Ha conocido a su padre por las cartas. Por el secuestro, también se perdió la adolescencia de su hijo Júnior, que ahora tiene 18 años. A Juan Carlos, que cumple este mes 39 años, se le quedó en el tintero un libro sobre la paz en Colombia, y la idea de hacer un posgrado en economía y derecho.

Francisco Giraldo, Diputado del Valle, 3 años secuestrado

Francisco tenía 32 años cuando se lo llevaron las Farc. A los cinco meses de estar en cautiverio, murió su papá, sin que se le cumpliera el sueño de verlo libre, o de, al menos, poder despedirse de él. Se le quedaron en el tintero una especialización en derecho y la construcción de su movimiento político. Su novia no aguantó la incertidumbre de tan larga espera y decidió hace algún tiempo casarse con otro hombre.

Javier Rodríguez Porras, Subintendente de Policía, 7 años secuestrado

Javier tenía 22 años cuando las Farc lo secuestraron en Mitú. Pocos meses después, su hermano fue asesinado, un hecho del que se enteró al pasar el tiempo por las adoloridas cartas de sus familiares. Tampoco le dijo adiós a la abuela Alicia ni conoce aún a María Paula, su sobrina. El sueño de su vida era tener una brillante carrera en la Policía. De no ser por el secuestro, hoy sería capitán. Este año cumplirá los 30 años.

Ramiro Echeverry, Diputado del Valle, 3 años secuestrado

En cuatro años de cautiverio, el diputado Ramiro Echeverri se ha perdido los momentos más vitales de su familia. El grado de bachillerado de su hija menor, y el día que su hijo mayor recibió el título universitario de médico cirujano. Su sueño para 2006 era presentarse como candidato al Senado de la República. Cuando recupere la libertad a que tiene derecho, sus copartidarios lo tienen propuesto para la alcaldía de Palmira (Valle).

Jairo Javier Hoyos, Diputado del Valle, 3 años secuestrado

El piano y el acordeón de la casa de Jairo Javier no se han vuelto a tocar desde hace cuatro años, cuando éste fue secuestrado. Sus hijos mayores extrañan las charlas en la mañana que tenían con su papá. No conoce a su nieta Sofía, de 2 años, y su otra nieta, que completó 6 años, sólo reconoce a su abuelo en fotos. En el plano de la política, los líderes con que trabajaba lo añoran y se sienten solos. El Partido Conservador ha estado atento al futuro de la situación de la familia.

Rufino Varela, Diputado del Valle, 3 años secuestrado

La vida de Blanca Ortega, esposa de Rufino, cambió después de 2002, cuando éste fue secuestrado. Tuvo que irse a vivir con su mamá para espantar la soledad. "Nosotros estábamos dedicados el uno al otro, porque después de 30 años de casados no tuvimos hijos". Cuando lo secuestraron, apenas llevaba 11 días de posesionado como diputado. Por eso todos sus proyectos quedaron en veremos. Al igual que en otros casos, sus copartidarios se han sumido en la indiferencia sobre su futuro.

Carlos Charry, Diputado del Valle, 3 años secuestrado

Carlos se perdió los mejores momentos de sus hijas. Diana, de 20 años, quien lo acompañaba a las giras políticas, ingresó a la universidad donde estudia derecho. Se ha convertido en experta en el tema humanitario. Laura, de 17 años, está en décimo grado. Él quería ser concejal de Cali. Según sus familiares, los jefes de su movimiento sólo se interesaron por su suerte durante los primeros meses que siguieron al secuestro de los diputados del Valle.

Nacianceno Orozco, Diputado del Valle, 3 años secuestrado

Nacianceno no pudo ver el grado de bachillerato de su hijo. Su hija menor hizo la primera comunión, pero no hubo ambiente para celebrar. Dejó pendiente los últimos exámenes de la carrera de ecología. Si estuviera libre, habría aspirado a la Cámara. En su movimiento lo ven como un héroe y su familia apuesta a que cuando regrese continuará en la política. La gente de Caicedonia, su pueblo natal, le ha dado ánimo para seguir soportando el cautiverio.

Jorge Trujillo , Subintendente de Policía, 6 años secuestrado

Lorgia Sofía Trujillo piensa que Dios no le hace caso porque no le devuelve a su papá. Tiene 7 años y aún no ha sido bautizada, porque su familia espera el regreso del sargento Trujillo. Jorge fue tomado rehén en Puerto Rico, Meta, a mediados de 1999. En ese entonces tenía 29 años. No conoce a sus sobrinos más jóvenes, ni asistió al grado de su hermana Patricia. Su esposa, Gina, tiene que bailar sola en las fiestas los nuevos vallenatos, pues su único parejo sigue en cautiverio.

Jorge Humberto Romero, Subintendente de Policía, 6 años secuestrado

Jorge fue tomado como rehén en Puerto Rico, Meta, en julio de 1999. En este tiempo, la salud de su mamá se ha deteriorado tanto que está prácticamente inválida. Su hermano Javier se casó, y tiene dos hijos, que conocen a su tío apenas por las pruebas de sobrevivencia que han enviado. Por estar cautivo, no pudo ver de cerca cómo se consolidó el Pasto Fútbol Club, su gran pasión. En su casa aún esperan que su liberación le devuelva la salud a su madre.

Luis Arturo Arcia, Cabo del Ejército, 7 años secuestrado

Luis Arturo tenía 37 años cuando las Farc atacaron su batallón a orillas del río Billar, en Caquetá. Este año cumplirá 45 años. En este tiempo, su familia ha pasado por momentos difíciles y otros felices, como el nacimiento de cuatro sobrinos: Renán Arturo y Jorge Esteban, de 3 años; María José, de 2 y Salomé, de un año. Mientras tanto, su madre, doña Helena Avellaneda, espera estar viva para abrazar a su hijo cuando vuelva.

Erasmo Romero, Sargento del Ejército, 7 años secuestrado

Julián Andrés ya tiene 7 años, pero su padre no lo conoce. Nació dos meses después de que Erasmo fue tomado como rehén en la toma de Miraflores, Guaviare, en agosto de 1998. Entonces el sargento segundo de infantería tenía 30 años, y una gran dedicación a la carrera militar, en la que aspiraba a seguir ascendiendo. En su casa aún lo esperan el hijo que no conoce, su niña Jessica Andrea y su esposa Emilse.

Edinson Pérez, Diputado del Valle, 3 años secuestrado

Edinson sólo llevaba 15 días en su curul cuando las Farc lo secuestraron en la Asamblea del Valle. Desde entonces se ha perdido el ver crecer a su hijo, que ahora tiene 11 años, y que va a entrar en la adolescencia sin los consejos de su padre. Su mamá ha pasado enormes dificultades, pues Edinson respondía económicamente por ella. El movimiento que lideraba 'los Amigos de Edinson Pérez' ha perdido preponderancia en el panorama político de Tuluá.

Jhon Jairo Durán, Cabo de la Policía, 7 años secuestrado

Andrés Felipe pensó que la Navidad de 2005 sería diferente a todas las de su vida. Tenía la esperanza de pasarla con su papá. Pero, de nuevo, hubo más tristeza que alegría. Jhon Jairo se ha perdido de ocho años de la vida de su hijo, y de la suya, desde que fue retenido por las Farc en Miraflores, Guaviare, cuando tenía 23 años y era cabo de la Policía. De haber seguido su carrera, hoy sería sargento.

Juan Carlos Bermeo, Teniente del Ejército, 7 años secuestrado

Juan Carlos era un teniente del Ejército, de 24 años, cuando perdió su libertad en Miraflores, Guaviare. En los siete años y medio que lleva secuestrado, sus hermanas se han convertido en profesionales, También su madre terminó su licenciatura en ciencias religiosas, y su sobrinita ya alcanzó el cuarto de primaria. Murieron la abuelita Clementina y la tía María Angélica, que era como su segunda madre. Estas muertes y el secuestro han unido más que nunca a esta familia.

Carlos José Duarte , Subintendente de Policía, 7 años secuestrado

Su hijo era apenas un bebé de meses, cuando Carlos José fue secuestrado en Puerto Rico, Meta. Hoy el niño va a cumplir 7 años y está cursando tercero de primaria, le encanta el fútbol y siempre ocupa el primer lugar en el colegio. Jennifer, la hija que tenía 8 años, cumple este mes sus 15 años, y se ha convertido en una promesa del baloncesto. Este año se gradúa de bachillerato y no espera menos que estar con su papá para compartir ese momento.

Héctor Fabio Arizmendi , Diputado del Valle, 3 años secuestrado

Los dos hijos de Héctor Fabio han crecido sin su padre, secuestrado hace cuatro años en la Asamblea del Valle. Su hijo menor no ha logrado adaptarse, no se concentra y sufre pesadillas. Ya había sido concejal en dos ocasiones y aspiraba a presentarse como candidato al Senado justo en esta coyuntura. Recién ocurrido el secuestro, sus compañeros en la política estuvieron muy pendientes de su destino, pero poco a poco, han dejado de preocuparse por su suerte.

Óscar Tulio Lizcano , Ex congresista, 5 años secuestrado

Cuando secuestraron a Óscar Tulio tenía 54 años. Este ex congresista conservador no pudo ver a su hijo Mauricio recibir el título de abogado en la Universidad del Rosario. Tampoco podrá acompañarlo en su campaña por la Cámara. Además se perdió el grado de bachiller de su segundo hijo, Juan Carlos. Su plagio ocurrió en una vereda de Riosucio, Caldas, un mes después de haber llegado al legislativo.

Fernando Araújo, Ex ministro de Desarrollo, 5 años secuestrado

El 4 de diciembre de 2000, el ex ministro Fernando Araújo estaba trotando por las calles de Cartagena cuando un grupo de las Farc se lo llevó a la fuerza. Muchos sueños quedaron en vilo. Por ejemplo, estudiar genética, después de terminar los cursos de biología y matemáticas en la Universidad de Cartagena. Tampoco pudo disfrutar de la graduación de su hijo Fernando, quien terminó el bachillerato, ni pudo ver cómo Luis Ernesto se convirtió en abogado.

Alan Jara , Ex gobernador del Meta, 4 años secuestrado

Cuando tenía 44 años, Alan fue secuestrado por las Farc. Había terminado su período como gobernador del Meta, y era consultor de las Naciones Unidas. Pero el 15 de julio de 2001 todo cambió. No estuvo para la muerte de su madre en 2002, después de luchar contra un cáncer. En 2003, su hijo de 12 años fue campeón municipal de tenis de mesa. Tristezas y alegrías que, para su familia, se suman a su tremenda ausencia.

Consuelo de Perdomo, Ex congresista, 4 años secuestrada

Hace cuatro años fue secuestrada en el Huila. Entonces, tenía 51 años. Cuando se acabe su cautiverio, encontrará muchas cosas diferentes en su vida. Por ejemplo, podrá conocer a María Juliana, su primera nieta, de 4 meses. No podrá volver a ver a su esposo, Jairo, quien murió en 2003, cansado de esperarla. María Fernanda, su hija menor, ahora vive en Estados Unidos. El 10 de septiembre de 2001 cambió para siempre la vida de todos en esta familia.

Luis Alfonso Beltrán Franco , Cabo del Ejército, 7 años secuestrado

Si Luis Alfredo no hubiera sido secuestrado en El Billar (Caquetá) en 1998, hoy sería sargento primero. Por este secuestro, María Virginia, la mamá de este militar perdió su trabajo, y de paso su pensión, pues ocupó demasiado tiempo en viajes buscando respuestas sobre el paradero de su hijo. Al final, decidió quedarse en Bogotá, para estar cerca de las noticias que algún día le revelen la llegada de su hijo.

Luis Eladio Pérez, Ex congresista, 4 años secuestrado

Luis Eladio no pudo festejar su cumpleaños 50 al lado de su familia. Desde junio de 2001, cuando fue secuestrado, se ha perdido momentos trascendentales de su familia. No pudo acompañar a su hijo Sergio en el día de su matrimonio. Tampoco celebrar sus 30 años de matrimonio, montando con su esposa en una Harley Davidson. Sus dos hijos se graduarán como politólogos en marzo. Tienen la esperanza de que su padre esté con ellos para entonces.
publicado por Pedro Quartin Graça às 15:53
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