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PEDRO QUARTIN GRAÇA

Blog pessoal criado em 2003

PEDRO QUARTIN GRAÇA

Blog pessoal criado em 2003

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10.12.06, Pedro Quartin Graça
O ABORTO EM NÚMEROS – PARA REFLECTIR!

Aumento

Suécia (entre 1960-2004) 1.134 %
United Kingdom ( entre 1968-2002) 733 %
Espanha (entre 1987-2003) 375.9 %
Grécia (entre 1989-2001) 200.8 %

As estatísticas oficiais depois da legalização revelam que, apesar da difusão do planeamento familiar, o número de abortos é muito elevado, a ponto de se poder falar em verdadeira banalização desta prática:

Percentagem de abortos legais em relação aos nascimentos - 34,8% na Suécia, 26,5% no Reino Unido, 26,8% na Dinamarca, 26,6% em Itália e 22,6% na França, (Famiglia Cristiana, nº 28/2002, pg. 21)

A DESPENALIZAÇÃO FAZ AUMENTAR O NÚMERO DE ABORTOS

AUMENTO DO ABORTO SEGUNDO A EUROSTAT

•O número de abortos tem vindo a aumentar todos os anos desde a despenalização em 1985
•Em 2004 fizeram-se 84.985 abortos legais, mais de 230 abortos por dia (mais 6,5% do que em 2003)
•Quase 1/6 das mulheres grávidas abortou
•Somente 3% devido a risco de malformação fetal e 0,02% devido a violação
•Mais de 96% dos abortos foram justificados por “risco para a saúde da mãe”, na sua enorme maioria por razões psicológicas, no entanto, a medicina nos países desenvolvidos praticamente fez desaparecer os riscos físicos da gravidez para a mãe (pode-se operar ao coração uma mulher grávida…) e os riscos psíquicos são mais que duvidosos (o parecer elaborado pelo Colégio de Especialidade de Psiquiatria considera que não há nenhuma situação em que o risco de «grave e duradoura lesão para a saúde psíquica» da mulher, consubstancie a necessidade de recorrer a uma IVG. Isto é, «não há nenhum diagnóstico do foro psiquiátrico que, inequivocamente, implique tal pressuposto». Germano de Sousa, Bastonário da Ordem dos Médicos, considera que o aborto «não só pode não garantir a resolução do sofrimento como até pode induzi-lo ou agravá-lo».

•Quase 90% dos abortos foram realizados em clínicas privadas apesar de praticamente todas as comunidades autónomas terem centros de saúde pública para IVG (põe-se a questão das clínicas privadas, cujo objectivo é o lucro, serem muito menos exigentes no que diz respeito ao cumprimento da lei)
• Mais de 50% mulheres entre os 20 e 29 anos (somente 13% entre os 15 e 19 anos)

Após 15 anos de despenalização

•Absoluta indiferença perante o problema
•Clínicas anunciadas nos jornais
•O aborto cresceu 4 vezes mais que os nascimentos (nos últimos anos a taxa de abortos aumentou 55,6%, e a natalidade só 12,9%)

ESPANHA: ESTATÍSTICAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE ESPANHOL SOBRE 2004
O aborto legal aumenta muito depois da legalização e o aborto clandestino não diminui (o que se vê pelas entradas em hospital devidas a essa causa).

Nos locais onde o aborto é feito em clínicas privadas o lucro financeiro sobrepõe-se ao rigor no cumprimento da lei: em Portugal, 77,6% dos abortos legais feitos nos hospitais públicos têm causa fetal, e só 17,3% têm causa materna (Direcção Geral de Saúde -2004), em Espanha, onde cerca de 90% dos abortos são feitos em clínicas privadas, mais de 96% dos abortos são justificados por risco para a saúde da mãe, quase todos por “causas psicológicas”, e só 3% se devem a deficiência do feto.

Fonte: Eurostat 2007 KVV 3/2

ALGUNS EXEMPLOS DE MANIPULAÇÃO DOS NÚMEROS:
Não há dados absolutamente seguros quanto ao aborto clandestino antes da legalização, por isso é fácil manipular dados e lançar números alarmantes para a opinião pública:

EM PORTUGAL
A LEI TEM UM EFEITO DISSUASOR

Nos E.U.A., 3 anos após a legalização do aborto, 72% das mulheres interrogadas afirmaram categoricamente que se o aborto fosse ilegal nunca o teriam feito; 24% exprimiram dúvidas sobre se o teriam feito ou não; somente 4% das interrogadas afirmaram que teriam feito o aborto ainda que ele fosse ilegal. (Cf. Aborted Women: Silent No More, David Reardon, Chicago, Loyola University Press, 1987).”

Após 25 anos de liberalização, esta não diminuiu a prática (40% dos abortos são repetidos)

Conclusões das estatísticas oficiais depois da legalização:

Legalização do aborto e planeamento familiar:

As estatísticas revelam que o número de abortos vai crescendo, e não diminuindo.

Quando não se verifica esse aumento, isso pode facilmente explicar-se pela difusão do planeamento familiar (que evidentemente não depende da legalização do aborto).

Contudo, a legalização do aborto faz com que este passe a ser um recurso mais frequente em caso de falhas dos métodos de planeamento familiar. A este respeito, a experiência da França é elucidativa. Um estudo do Institut National d’ Études Démographiques (ver Population et Société, nº 407) revela que o número de gravidezes imprevistas desceu de 46% em 1975 (ano da legalização do aborto) para 23% em 2004.

O número de abortos em caso de gravidez imprevista subiu no mesmo período de 41% para 60%. Em conclusão, a legalização do aborto impede até que a difusão do planeamento familiar contribua para a diminuição da sua prática.

Legalização do aborto e gravidez adolescente:

Em Portugal, a gravidez adolescente (assim considerada até aos 20 anos da mãe) de há 30 anos para cá diminui todos os anos. Temos menos gravidez adolescente que o Canadá, E.U.A. ou Nova Zelândia (onde o aborto é legal). Os países nórdicos têm menos partos de adolescentes porque têm muito mais aborto adolescente (as jovens continuam a engravidar só que não levam a gravidez até ao fim)

Em Portugal, ¾ dos casos de gravidez adolescente são de maiores de 17 anos, e a maioria dos casos abaixo desta idade são de jovens com vida marital por opção, do interior do país, e de etnias cigana, guineense e cabo verdiana, que não desejavam abortar mesmo que o aborto fosse legal.

A POPULAÇÃO EUROPEIA ESTÁ EM QUEDA ABSOLUTA:

Segundo as previsões da ONU (State of World Population 2004, UNFPA) a UE25, que actualmente representa 7,1% da população do mundo, descerá para 4,8% a meio do século.

Portugal tem um contínuo défice de 55000 nascimentos por ano, isto é, 6 por hora.

O alarmismo:
108.000 abortos por ano e 11.000 internamentos no hospital devido a esta causa! Foi o número lançado na comunicação social como referente a abortos provocados clandestinos (que supostamente deixariam as mulheres em perigo de morte).

A realidade:

Não há nenhum estudo que indique o número de abortos clandestinos, mas houve 1426 entradas em hospital por aborto clandestino, das quais mais de 89% por aborto incompleto ou retido, e somente 56 casos na sequência de complicações de saúde (infecções).

Não houve nenhuma morte.
(Dados da Dir.-Geral de Saúde - 2004)

Comparação com outras realidades:
Em Portugal, no mesmo ano de 2004, houve mais de 35.000 internamentos e mais de 300.000 consultas nos hospitais públicos só nos serviços de Cardiologia.
(Ministério da Saúde – IGIF: Inst. de Gestão Informática e Financeira da Saúde)

EM FRANÇA

Antes da legalização avançavam-se números que oscilavam entre os 300.000 e os 2.500.000! Segundo um estudo (este oficial e credível) do Institut National d´Études Démographiques (in Population et Société, nº 407), esse número seria de 50.000 a 60.000. Depois da legalização, o número de abortos anuais ronda os 200.000.

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04.12.06, Pedro Quartin Graça
Em 11 de Fevereiro, Jardim vota Não no referendo ao ABORTO

O presidente do Governo Regional da Madeira revelou joje que irá votar "Não" no referendo sobre o aborto, agendado para 11 de Fevereiro. Alberto João Jardim considera "o termo interrupção rídículo, porque só se interrompe uma coisa que vai ser continuada e aqui trata-se da destruição da vida humana", defendendo que essa palavra serve apenas para "deitar poeira nos olhos dos incautos".

Se a Constituição diz que a vida humana é inviolável, não percebo como se pode fazer um referendo sobre esta matéria", argumentou João Jardim à margem da cerimónia de donativos da Fundação Social-Democrata da Madeira a várias instituições, que decorreu no Funchal"Considero que o referendo é inconstitucional, mas nós temos o Tribunal Constitucional que temos e não vale a pena bater em coisas que estão desprestigiadas", acrescentou, sublinhando o seu “não” no referendo e discordando também da forma como a questão será colocada na consulta popular.

Para Alberto João Jardim, tem que se evitar “a questão da penalização”. “Eu sou pela despenalização. Pode haver outro tipo de sanções", concluiu.

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?" foi a pergunta aprovada pelo Tribunal Constitucional, a 15 de Novembro.

Recorde-se que o processo para a realização do referendo começou formalmente com a provação no Parlamento de uma proposta de referendo, a 19 de Outubro, em votação que contou com o voto CONTRA do Deputado do MPT, Pedro Quartin Graça.

Já na passada quarta-feira, o Presidente da República agendou para 11 de Fevereiro o referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez.

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02.12.06, Pedro Quartin Graça
Islão: Passado (?), Presente(?) e Futuro(?)?

Afinal TUDO é Islão...Portugal incluido! No mínimo perturbante!

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