Blog pessoal criado em 2003
08 de Janeiro de 2007



Invasão de Goa foi "ilegal, ilegítima e contra os direitos humanos"

Fernando Zamith*


A invasão dos territórios portugueses de Goa, Damão e Diu, consumada em 1961 pelas tropas indianas, foi "ilegal, ilegítima e contra os direitos humanos", disse à Lusa o general Carlos Azeredo.

"Foi um ataque absolutamente ilegal, ilegítimo e contra os direitos humanos. O que lá vai lá vai, mas isso é uma verdade histórica, e a verdade não se torce", afirmou Carlos Azeredo, em entrevista à agência Lusa, no Porto, onde vive.

Carlos Azeredo, então com 31 anos, estava em Goa como oficial de ligação do comandante da Polícia do Estado da Índia (PEI, designação dada ao Exército português na Índia), general Vassalo e Silva, quando 50 mil tropas da União Indiana invadiram o Estado Português da Índia, ao anoitecer de 17 de Dezembro de 1961. "Eles tinham armas automáticas e nós umas Kropatchek de 1892, armas de origem checa completamente obsoletas, que era preciso carregar depois de cada tiro. Não tínhamos qualquer meio aéreo e eles atacaram-nos com aviões a jacto. Foi a primeira vez que vi um avião a jacto", recordou Carlos Azeredo.

O ataque foi feito por terra, com carros de combate blindados, por ar, com inúmeros caças e bombardeiros, e por mar, com vários navios de guerra. A resistência durou pouco. O então capitão Azeredo tinha a incumbência de comandar as tropas no último reduto, em Goa, mas não chegou a entrar em acção. Com apenas uma metralhadora antiaérea, escassa artilharia, poucas munições e só um navio de guerra, um aviso de primeira classe, os portugueses não podiam resistir muito tempo. Menos de dois dias depois, às 17.00 de 19 de Dezembro, aceitaram o cessar-fogo e a União Indiana consumou a ocupação, mas a anexação unilateral só foi reconhecida por Portugal e pelas Nações Unidas depois de 1974.

Com o cessar-fogo, que não constituiu uma rendição oficial, como sublinhou Carlos Azeredo, a União Indiana enviou para campos de prisioneiros os cerca de 3500 militares da PEI. Impedidos de tentar fugir, sob pena de serem considerados "traidores", só seis meses depois um navio português foi buscar os prisioneiros, recebidos em Lisboa sob a ameaça de pistolas, dado Salazar os ter acusado de "covardes" por não terem lutado até à morte. "Goa foi uma tragédia, um desastre nacional", frisou Carlos Azeredo , ex-chefe da Casa Militar do Presidente da República Mário Soares. Para Carlos Azeredo, não havia qualquer razão, "a não ser geográfica", para integrar Goa, Damão e Diu na União Indiana, que era de constituição bem mais recente do que a Índia Portuguesa. * Lusa
publicado por Pedro Quartin Graça às 10:29

SONDAGEM SOBRE O ABORTO

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A plataforma Não Obrigada, apresentada em Lisboa a 5 de Dezembro de 2006, divulga alguns dados inéditos sobre um estudo particular encomendado ao Centro de Sondagens da Universidade Católica Portuguesa, segundo o qual:



Como é facilmente depreendido pela redacção da pergunta, esta só foi colocada (e, portanto, respondida) ao subconjunto feminino do universo da sondagem que consta da ficha técnica.


I. Universo

O universo consistiu nos residentes (portugueses) no continente português com 18 ou mais anos.
II. Amostra
1. Foram obtidos 1880 inquéritos válidos.
2. Foram definidos 36 pontos de amostragem, correspondentes a outras tantas freguesias.
3. As freguesias foram seleccionadas aleatoriamente em cada região do Continente (NUTs II).
III. Questionário
O instrumento de recolha da informação foi constituído por um inquérito estruturado, com perguntas fechadas.
IV. Calendário
As entrevistas foram realizadas nos dias 23, 24 e 30 de Setembro e 01 de Outubro de 2006.
V. Erro da amostra
O erro máximo da amostra com um grau de confiança de 95% é de ±2,3%.
publicado por Pedro Quartin Graça às 10:11
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Caro Dr. Pedro Quartin Graça, em obrigação para co...
Muito lhe agradeço a sua atenção! Parabéns!