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PEDRO QUARTIN GRAÇA

Blog pessoal criado em 2003

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25.03.07, Pedro Quartin Graça

ALMOÇO DE LANÇAMENTO DA CANDIDATURA DO MPT NA MADEIRA REÚNE MAIS DE 600 PESSOAS NO FUNCHAL

O almoço de apresentação da candadatura do Partido da Terra à eleição da Assembleia Legislativa Regional da Madeira reúne neste domingo o verdadeiramente impressionante número de mais de 600 pessoas que, num restaurante do Funchal se encontram a apoiar aquela que é a mais forte candidatura que o MPT jamais apresentou naquela Região Autónoma. O evento conta com a presença do Vice-Presidente da Comissão Política Nacional do MPT Albano Lemos Pires que se deslocou propositadamente ao Funchal.

Mais desenvolvimentos em actualização futura a ser aqui mesmo publicada.

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25.03.07, Pedro Quartin Graça
2007-03-25 - 00:00:00Itália -

Polícia detém oito pessoas em intervenção


Rival de D. Duarte preso por burla


A polícia italiana prendeu na quinta-feira Rosario Poidimani – empresário venezo-siciliano que alega ser o duque de Bragança e legítimo pretendente ao trono português – por suspeitas de burla, associação criminosa, extorsão, falsificação, contrafacção de instrumentos usados na autenticação de documentos oficiais e identidade falsa.


A operação ‘The Kingdom’, assim designada pelas autoridades, levou ainda à prisão de sete colaboradores, ficando quatro em prisão preventiva e três em domiciliária. “Sua alteza real o príncipe de Bragança” – assim se lia no seu passaporte – estava à frente de um gabinete diplomático fantasma na província de Varese. Terá enganado banqueiros e empresários através da venda de passaportes diplomáticos, títulos de nobreza e promessas de empréstimos fáceis. A investigação durou dois anos e pôs a nu o ‘modus operandi’. A ideia era criar um novo estado: o “principado de Bragança”.Poidimani atraía os interessados com a possibilidade de criarem um consulado e fornecia-lhes o ‘kit diplomático’: passaporte, símbolo e matrículas diplomáticas. “Os burlados aceitavam porque, além de serem atraídos pela presumida fama conquistada, recebiam promessas de vantagens económicas graças à participação em futuras operações financeiras de dezenas de milhões de euros, nunca concretizadas, e de fazer parte do projecto de criação do Estado soberano com território próprio no centro do Mediterrâneo”, lê-se no comunicado da polícia.Cada burlado pagava entre cinquenta a cem mil euros. Era-lhe entregue os falsos documentos e os investidores em dificuldades eram aliciados com empréstimos fáceis conseguidos através de uma ‘off-shore’ com sede no Chipre. A polícia apreendeu no consulado 712 passaportes, 600 bilhetes de identidade ilegais, 125 matrículas e cinco livres-trânsitos das Nações Unidas, indevidamente adquiridos em 1992.Contactada pelo CM, a Casa Real não comentou a detenção. Já António Sousa Cardoso, presidente da Causa Real, diz que “não é surpresa nenhuma”, até porque “o sítio dos vigaristas é na cadeia”.


ITALIANO NUNCA PAGOU


Rosario Poidimani nasceu a 25 de Agosto de 1941 e afirma ter antepassados nobres em França e Portugal, sendo desta forma aparentado com Maria Pia, a mulher que, dependendo da versão, terá nascido em Lisboa, Madrid, Cuba ou no Brasil e que queria ser rainha de Portugal. Em 1987, entregou a Rosario Poidimani, numa cerimónia realizada em Lisboa, os títulos a que dizia ter direito, a troco de um donativo e da promessa de uma pensão vitalícia. Compromisso que Maria Pia afirmou nunca ter sido cumprido, denunciando Rosario Poidimani como falso duque de Bragança e usurpador de títulos. A entrega do título ocorreu dois anos após Maria Pia ter casado com o português António Noivo. À data do enlace, Maria Pia tinha 78 anos e o marido 33. Mário Soares conheceu-a em Paris em 1963. Enquanto advogado, o ex-Presidente defendeu os seus interesses dinásticos.


GOVERNO LEVADO A AGIR


Em Julho de 2006, o Governo português viu-se obrigado a interferir na velha disputa sobre o legítimo herdeiro ao trono português, dando voto de confiança a D. Duarte Pio, duque de Bragança, e actuando contra Rosario Poidimani. Em carta dirigida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros ao advogado do pretenso herdeiro, Romeu Francês, o Departamento de Assuntos Jurídicos do MNE justificou a escolha de D. Duarte pelo “reconhecimento histórico e da tradição do Povo Português”, pelas “regras consuetudinárias da sucessão dinástica” e pelo “reconhecimento tácito das restantes casas reais”. O processo movido contra Rosario Poidimani foi justificado como forma de “salvaguardar os interesses portugueses no estrangeiro”. Tudo porque o falso herdeiro andava a atribuir condecorações honoríficas portuguesas sem para tal estar mandatado.

In: Correio da Manhã-25.3.2007