Blog pessoal criado em 2003
06 de Maio de 2007


MPT ELEGE DEPUTADO JOÃO ISIDORO NAS ELEIÇÕES DA MADEIRA


Numa eleição histórica, o Partido da Terra elegeu João Isidoro Gonçalves como Deputado à Assembleia Legislativa Regional da Madeira, tendo alcançado um total de 3173 e uma percentagem de 2.25%.


Momento histórico na história do Partido da Terra!
publicado por Pedro Quartin Graça às 22:33



Saiba em quem votar - Os nossos candidatos na Madeira


MPT - PARTIDO DA TERRA


Candidatos Efectivos


1. João Isidoro Gonçalves
2. José Ismael Gomes Fernandes
3. Jaime Casimiro Nunes da Silva
4. Roberto Paulo Ferreira Vieira
5. José Sidónio Gomes da Silva
6. Lícia Maria Moreira Agrela
7. Helder Filipe Jardim Alves
8. Raquel Franco Pereira
9. António Elvio de Freitas
10. Luís Miguel Gaspar Olim
11. Rui Miguel Gouveia Pontes Rodrigues
12. Manuel Vieira de Sousa
13. Fernando Aguiar Trigo
14. Ana Paula de Ponte Freitas
15. João Inácio Miranda de Freitas
16. Ana Paula Sousa Ferraz
17. Luís Vieira
18. Sónia Maria Fernandes Camacho R. Santos
19. José Figueira dos Santos
20. Maria Luísa Jardim Alves
21. Maria Calaça Alves
22. João Evangelista Pereira da Silva
23. José Celestino da Costa
24. António Severiano Moura (Desistiu)
25. João Alves Pita
26. João de Abreu Vieira
27. João Humberto Mendes Cachucho (Desistiu)
28. Paula Cristina Castro Silva Teixeira
29. Nuno Diogo Fernandes Mendes
30. José Duarte Gonçalves Barros
31. Maria Zélia Nunes Camacho
32. Antonino José Abreu Santos
33. Fernanda Nunes Alves
34. João Luís da Silva Gouveia
35. Carlos Manuel Gonçalves Barros
36. João Carlos Correia
37. Arlindo Fernandes Gonçalves Gramilho
38. Alexandra Isabel Aguiar N. Lopes
39. Teodoro Nóbrega Gonçalves
40. Dalila Maria de Andrade G. Rodrigues
41. João Manuel Rodrigues Castanha
42. Lilia Maria Fernandes de Aguiar Correia
43. Olinda Maria Leça de Freitas
44. Osvaldo Rogério Pereira
45. Cláudia Marisa Sousa Patrício
46. Maria Carmo Conceição Abreu e Freitas
47. João Victor Gonçalves


Candidatos Suplentes


1. Maria Benvinda Rodrigues de Andrade
2. Luísa Liliana Pereira da Silva
3. João Norberto Figueira Camacho
4. José Rogério Pinto Andrade
5. Manuel Norberto Teixeira Mendonça
6. Telmo Eugénio Macedo Abreu
7. Maria José Rodrigues Camacho
8. Ana Paula Gouveia Freitas
9. José Nélio Pinto Sousa
10. Maria Alícia Rodrigues Camacho Bargante
11. Tiago André Alves Fernandes
12. Manuel Carlos de Matos
13. Isabel Rodrigues Andrade Gonçalves
14. Agostinho Nunes Rodrigues
15. Fábio José Carvalho Góis
16. João Victor Gonçalves Freitas
17. João José Macedo Vieira
18. Ruben André Pinto Aguiar
19. Sónia Cristina dos Santos Lucas Vieira
20. José Saul de Nóbrega
21. Manuel Gomes Alves
22. Cecília Nunes de Sá
23. Eusébio Silva Capelo
24. Antonino Alves de Sousa
25. Eugénio Catanho da Silva
26. José Manuel Sousa Vieira
27. Maria Manuela Brito Serrão Camacho
28. Elisabete Marilda Ferreira Aguiar
29. João Olim Junior
30. Delta Maria Pereira Silva Fernandes
31. Zélia Gerardo Figueira de Sousa
32. Américo dos Santos Martins
33. Eduarda Maria da Silva
34. José Luís Gonçalves de Barros
35. Andreia Maria Rodrigues Bargante
36. Maria Faria da Silva
37. João António de Jesus Andrade
38. Judite Gomes Santos
39. Fernando Gonçalves Luís
40. João José Faria da Silva
41. Sebastião Figueira da Silva
42. Fátima dos Santos Rodrigues
43. Gabriel Augusto Figueira de Sousa
44. João de Abreu de Ascenção
45. José Isidoro Gonçalves
46. Nádia Letícia da Silva Macedo
47. Maria Lúcia do Livramento Bargante
publicado por Pedro Quartin Graça às 09:48



É português, cineasta e faz quase tudo sozinho

HUGO GONÇALVES, Madrid
D.R. (imagem)

No percurso de 11 anos que levou Filipe Araújo de estudante de Jornalismo, em Lisboa, até Espanha, onde o seu documentário Selvagens: a Última Fronteira, participa por estes dias no festival Documenta Madrid, não faltam acontecimentos improváveis.

Com o entusiamo dos contadores de histórias, Filipe reforça os pormenores que o puseram numa ilha quase deserta: "Nas Selvagens, que está a um dia de viagem de barco da Madeira, só costuma haver dois vigilantes. Mas um grupo de pescadores furtivos tinha feito ameaças com arpões e, durante um tempo, os fuzileiros mudaram-se para lá. Nós fomos na fragata que ia buscá-los."É difícil chegar a essas ilhas (duas rochas, a maior delas com 250 hectares); são o ponto mais a sul do território português, a trinta graus do Equador, e mais perto de Tenerife do que do Funchal.

Os vigilantes são rendidos de três em três semanas e é preciso uma autorização do Parque Natural para lá entrar. Num sábado de 2006, ligaram a Filipe Araújo, dizendo-lhe que tinha dois dias para embarcar na fragata. "Quando chegámos, com a ilha coberta pelo nevoeiro, pensei: 'Como vou fazer um filme num sítio onde não se passa nada?' Desembarcámos e disseram-me que não havia electricidade para carregar as baterias da câmara, porque o céu estava nublado e a energia solar não funcionava."

O acaso, esse salto mortal narrativo, apareceu outra vez diante de Filipe: "Foi uma das alturas mais povoadas da ilha. Costumam lá viver apenas os vigilantes mas, nesses dias, estavam connosco três faroleiros, para fazer a manutenção anual do farol, um biólogo que estuda a maior colónia mundial de cagarras, uma funcionária do Parque Natural, o vice-presidente da Assembleia Regional da Madeira, os donos da única propriedade privada das Selvagens e uma cadela que, por viver longe de tudo, nem sequer cheira a cão." Se Filipe, com 30 anos, recua no tempo para contar a sua própria história, reaparecem mais acasos numa história que começa com um estágio n' A Capital, passa por um programa de Erasmus numa universidade em Roma, outro estágio (na RAI), um trabalho na Clix, já depois do regresso a Portugal, e pela escrita para diferentes publicações. Um dia, comprou uma câmara, um iBook e um programa de software para editar imagens: "Gostava de cinema, embora não soubesse nada de técnica. Mas tenho formação musical. Queria experimentar vários suportes ao mesmo tempo e comecei a fazer curtas-metragens, sempre em esquema de guerrilha, com o mínimo dos recursos, uma produção da casa."

Dessas experiências, resultaram C-mail e A Aldeia do Viagra , que foram exibidos em festivais e que lhe deram incentivo para continuar. Em 2006, chegou às Selvagens com o jornalista Micael Pereira e o fotógrafo José Ventura, que preparavam uma reportagem para o Expresso. Filipe era a sua própria (e única) equipa de filmagem, e recebeu o apoio dos repórteres, que o ajudaram na recolha de imagens ou a colocar o microfone no meio das rochas.

As ilhas garantem a Portugal mais 300 kms de zona económica exclusiva. Só que, além destas curiosidades, Filipe não sabia se teria uma história. O acaso (da sobrepopulação naqueles dias) proporcionou-lhe um documentário de 30 minutos. "Levei dois livros, imprensa estrangeira e nacional, um iPod, mas não deu tempo para nada. Pescámos, fizemos pão, conhecemos a ilha. Com aquela gente toda ali, que não se conhecia, o documentário tinha a potencialidade de um Brig Brother (risos)". Montou várias horas de imagens antes de se mudar para Madrid, no ano passado, cidade onde faz agora um mestrado em realização para documentários. Pediu à irmã, professora no Hotclub, para compor a banda sonora.

O filme passou na SIC Notícias e, a par de uma co-produção luso-espanhola, é o único documentário português escolhido para concorrer no Documenta Madrid. Passou ontem e repete na terça-feira. Filipe gosta dos acasos, de justificar as boas histórias que encontra com golpes de sorte. Mas, como defende o próprio campeão literário da improbabilidade, Paul Auster, nem tudo é apenas a música do imprevisto: "As boas histórias só aparecem a quem sabe contá-las."
_________________________
Nota: Devemos a Filipe Araújo, a Micael Pereira e a José Ventura o reconhecimento necessário a quem, através desta reportagem, muito ajudou a, por um lado, dar a conhecer a parte mais desconhecida do território nacional; por outro, o facto de, através da sua imagem e texto, terem ajudado à preservação de parte do nosso território como "terra portuguesa" e, dessa forma, terem contrubuido decisivamente para o reforço da nossa soberania enquanto Nação independente. A eles o nosso "Bem Haja"!
Pedro Quartin Graça
publicado por Pedro Quartin Graça às 08:21
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Com o relvas à ilharga só pode perder!
Não ao servilismo em relação a outros estados; sim...
Considero este texto extremamente rico, ao abordar...
Só uma palavra: concordo!
Obrigado pelo seu comentário.PQG
Lembro-me perfeitamente desse dia trágico: a surpr...
É lamentável, cada vez dou-Lhe menos crédito. Mona...
De acordo com os seus pressupostos mas....como diz...
Caro Dr. Pedro Quartin Graça, em obrigação para co...
Muito lhe agradeço a sua atenção! Parabéns!