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PEDRO QUARTIN GRAÇA

Blog pessoal criado em 2003

PEDRO QUARTIN GRAÇA

Blog pessoal criado em 2003

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27.11.07, Pedro Quartin Graça
ALBERTO JOÃO JARDIM

Injustiça!


IN: Jornal da Madeira - 27.11.2007

Para mim, Política é cada um, no seu posto, dar o melhor pelo Bem Comum dos Portugueses e de cada Português, e construir um País de que nos possamos orgulhar. (…) E não deixar confundir a nobreza da Política com a mesquinhez da facção, nem com o culto de “interesses” que não são os dos Portugueses, nem com os episódios menores com que se vai entretendo e distraindo as massas menos atentas ou mais vulneráveis.
Tive ocasião de, publicamente, dizer, há dias, que, na normal evolução ideológica que cada um tem no seu percurso de vida, sentia-me mais afastado de Lisboa.

Não se trata de “separatismo”. Esclareço-o para que os numerosos inquisidores que existem neste País, não entrem de imediato no seu afã “pidesco” contra quem, como eu, não aceita os dogmas desta Situação política a que Portugal chegou.Continuo a ter muito orgulho em ser português.

Desprezo o sistema político, cada vez mais.

Mas se a minha opção de consciência fosse por um separatismo da Madeira em relação ao Estado português, também di-lo-ia sem medo, sem qualquer temor reverencial fosse de quem fosse.Tal como assumo a minha posição de Autonomista.Até seria engraçado, se por acaso, ideologicamente, eu optasse pelo separatismo — o que não é o caso — respeitando sempre nos meus actos a Constituição e as leis, as instituições da República Portuguesa, dita Estado democrático, me reprimissem por isso… por “delito de opinião”!…Mas peço aos Portugueses que compreendam uma coisa.Até por precaução em respectivas causas próprias.

O que pensar de um Estado que, por um lado, teve a coragem democrática de estabelecer Autonomias Políticas nos seus territórios insulares, indo assim de encontro ao sentir legítimo dos respectivos Povos mas, por outro lado, discricionariamente e sem estar em causa a Unidade Nacional, trava indevidamente a evolução político-administrativa destes territórios, alimentando suspeitas, preconceitos e ódios incultos e invejosos?!…

O que pensar de um Estado que, manobrando os meios de propaganda que tem ao seu dispor, por um lado tenta apagar da História os cinco séculos e meio de sonegação de dois terços da riqueza gerado pelo suor dos povos insulares nas circunstâncias físico-históricas de então, e por outro lado transforma as suas responsabilidades com a ilhas portuguesas, numa exageradamente falsa “esmola”, como se de territórios não nacionais se tratassem e apresentando os povos insulares como “gigolos”?!…

O que pensar de um Estado que, por um lado organiza a omissão de tudo o que de positivo se fez e faz nas Regiões Autónomas, sobretudo com receitas próprias ou vindas da União Europeia, quando esse positivo é positivo português, e por outro lado faz com que só se realce o negativo de qualquer obra humana, quando todos até que nos visitam, testemunham semelhante iniquidade de comportamento para connosco?!…

O que pensar de um Estado que é instrumentalizado partidariamente, no tom do mais reles estalinismo, para criar problemas a Portugueses cujo “pecado” é o de, em Democracia, ter opiniões políticas diferentes e ter o Direito de denunciar os que Lhes faltaram à palavra?!…

O que pensar de um Estado que nem sequer reconhece o Serviço que prestam os Autonomistas ao Interesse Nacional, com a postura responsável de não criar à República Portuguesa os problemas de separatismo regional, às vezes até violento, como por exemplo e só para falar dos países geograficamente mais próximos, se assiste na Espanha, na França, no Reino Unido, na Bélgica, etc?!…

O que pensar de um Estado, onde não há a Cultura bastante para se libertar das amarras conceptuais, dos preconceitos e do “quero, mando e posso” dos poderes de Lisboa, ainda e claramente marcas de mais de cinco séculos de Império?!…

E não avio mais o rol, para não incomodar o Leitor com a tristeza que é um Estado ainda assim!Mas manda a honestidade que reconheça que, mesmo dentro do próprio Partido Social Democrata, a organização político-partidária que mais se bateu pela descentralização POLÍTICA insular, também tem havido pessoas mancomunadas com o centralismo jacobino e com “interesses” que não são os de Portugal, assim enjeitando um património político-cultural do PSD!Neste Estado português prega-se tanto a “tolerância”!

Mas este Valor é logo retirado, quando se trata do Direito à Diferença, do Direito de construir Portugal através de caminhos diferenciados e democraticamente mais do que legítimos!Tudo isto leva a compreender porque a sensação de INJUSTIÇA e de discriminação em relação a Direitos que para nós são sagrados e irreversíveis, leve por vezes a um exacerbar de posições, a um grito de revolta.

E daqui nunca passámos…Para mim, Política é cada um, no seu posto, dar o melhor pelo Bem Comum dos Portugueses e de cada Português, e construir um País de que nos possamos orgulhar.

Mesmo quando a maldade de alguns nos ofenda e marginalize.Há que lhes saber perdoar, até pela menoridade intelectual que assim patenteiam, mas sempre com o bom-senso da precaução de nunca esquecer.E não deixar confundir a nobreza da Política com a mesquinhez da facção, nem com o culto de “interesses” que não são os dos Portugueses, nem com os episódios menores com que se vai entretendo e distraindo as massas menos atentas ou mais vulneráveis.

Resguardo-me no conceito de Política que, com erros também, sempre impus a mim próprio.Por isso, disse, estou cada vez mais distante de Lisboa.

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27.11.07, Pedro Quartin Graça
DEPUTADOS DO MPT LIDERAM NOS REQUERIMENTOS

Em funções desde Abril de 2005, e estando actualmente a decorrer a III Sessão Legislativa, os Deputados do MPT à Assembleia da República, que têm das suas funções a noção de que as mesmas são serviço público, apresentaram um número extremamente elevado de mais de seis centenas de requerimentos dirigidos ao Governo e às autarquias locais portuguesas, traduzido nos números infra indicados.

Este número de requerimentos é tão mais significativo quanto representa cerca de 35% (!) do total de requerimentos apresentados no mesmo período pela totalidade dos 75 Deputados que compõem o Grupo Parlamentar do PSD, no qual os dois deputados do MPT se inserem.

Pedro Quartin Graça - 331

Luís Carloto Marques – 274

Total – 605 requerimentos

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27.11.07, Pedro Quartin Graça















Fábrica de atletas - Absolutamente chocante!
É incrível que na República Popular da China aconteça o que as imagens documentam, tudo apenas pela hipótese de conquista de mais algumas medalhas nos Jogos Olímpicos, num país que é já aquele que mais medalhas ganhou em toda a história olímpica. O sacrifício existente na cara das crianças é revelador do sofrimento existente. E as mãos dizem, no final tudo!

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27.11.07, Pedro Quartin Graça
UE: Taiwan pede a Sócrates resistência à pressão Pequim

Taiwan apelou hoje aos líderes europeus para resistirem à pressão de Pequim, que pretende que seja condenado, na declaração da Cimeira UE/China, o referendo para reforçar o pedido de adesão de Taiwan às Nações Unidas.

«É nosso sincero desejo que a União Europeia não ceda às exigências da China nem aceite uma declaração na 10.ª Cimeira UE/China que prejudique os interesses de 23 milhões de pessoas em Taiwan», refere o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, James Huang, em carta enviada hoje à Agência Lusa.

A China insiste em incluir na declaração conjunta da Cimeira de quarta-feira uma forte condenação da vontade de independência da ilha e ao referendo anunciado para Março, o tema que fontes da delegação europeia admitiram à Lusa ser o de «mais difícil negociação».

«Taiwan é um país democrático e a adesão à ONU é um desejo partilhado pelo povo», salienta o gabinete de James Huang, acrescentado que a UE conhece a preocupação de Taipé a propósito da pressão de Pequim contra o referendo.

O primeiro-ministro português, José Sócrates, que lidera a delegação europeia enquanto presidente em exercício da UE e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, serão confrontados por Pequim com a prioridade política chinesa de evitar um referendo em Taiwan meses antes do início dos Jogos Olímpicos de Agosto de 2008, a decorrer na capital chinesa.

O gabinete de James Huang sublinha ainda que, através da realização de um referendo, «Taiwan demonstra activamente o espírito de democracia» e manifesta o desejo de que a União Europeia «continue a encorajar o princípio da governação democrática e entenda que o referendo é a expressão natural da democracia».

«Taiwan tem repetidamente solicitado adesão às Nações Unidas com o apoio do seu povo. Através de referendos, que são instrumentos democráticos válidos e úteis, Taiwan pode assegurar e reafirmar o apoio e a posição popular em matérias cruciais que ajudam o governo a formular as suas políticas», conclui.

Taiwan tem um Governo próprio desde 1949, mas Pequim considera a ilha como uma província separatista, a reintegrar a qualquer preço, se necessário pela força, no resto da China.

Pequim considera o referendo um primeiro passo para a independência formal da ilha, algo que Taiwan hoje rebateu de forma expressa à Agência Lusa.

O referendo não põe em causa a alteração da designação nacional e por isso não constitui de forma alguma um referendo à independência», tal como a China o considera, sublinha o ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan na carta enviada à Agência Lusa.

Diário Digital / Lusa - 27-11-2007 6:40:00

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27.11.07, Pedro Quartin Graça
CDS: Ribeiro e Castro diz que «é absurdo» alimentar dúvidas

O ex-líder do CDS-PP José Ribeiro e Castro considerou hoje «absurdo» alimentar «dúvidas e mistérios» quanto à posição do partido sobre o Tratado de Lisboa e sobre o referendo, manifestando-se claramente a favor de uma consulta popular.

«Eu digo sim à ratificação do Tratado, e sim à realização do referendo», afirmou o eurodeputado e antecessor de Paulo Portas na liderança do CDS, em declarações à Agência Lusa.

Ribeiro e Castro defendeu publicamente esta posição segunda-feira num debate em Leiria, promovido pela Escola Secundária Domingos Sequeira, no quadro do programa Euroescola, sobre o tema «União Europeia - Oportunidades, desafios e Participação), e, hoje, em declarações à Lusa, retomou esses argumentos.
Questionado sobre a ausência de posição do CDS-PP sobre estas matérias a menos de um mês da assinatura do Tratado reformador da UE (a 13 de Dezembro), Ribeiro e Castro foi claro.
«Considero que seria caricato e negativo não haver referendo. Seria um absurdo que se alimentassem quaisquer dúvidas sobre essa posição», disse, recusando no entanto fazer interpretações em relação ao que tem dito o actual líder Paulo Portas sobre a matéria.
Ribeiro e Castro salientou que, durante os dois anos da sua liderança, até Abril deste ano, o CDS foi favorável ao tratado e à realização de um referendo para o ratificar.

«Não percebo que haja grandes dúvidas, grandes mistérios a esse respeito«, referiu.

Para o antigo presidente democrata-cristão, este »é um assunto claro« e que »teve uma lógica sequencial«, lembrando que já teria havido referendo em Portugal caso o Tribunal Constitucional não tivesse 'chumbado' a pergunta proposta pela Assembleia da República.

«Hoje já não existe esse tipo de problemas e, graças à revisão constitucional então efectuada, já é possível colocar uma pergunta clara sobre o tratado», reforçou.

O CDS-PP só irá tomar posição quer sobre o conteúdo do Tratado de Lisboa quer sobre a sua forma de ratificação depois da assinatura do Tratado.

O partido vai realizar três audições públicas na Assembleia da República - a 03, 10 e 17 de Dezembro - e só depois voltará a reunir o Conselho Nacional para tomar posição sobre a matéria.


Diário Digital / Lusa

27-11-2007 10:48:00