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PEDRO QUARTIN GRAÇA

Blog pessoal criado em 2003

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01.02.08, Pedro Quartin Graça
Regicídio:
Ex-alunos do Colégio Militar contra proibição de participação nas cerimónias do Regicídio do rei D. Carlos
Lisboa, 01 Fev (Lusa) - A Associação dos antigos Alunos do Colégio Militar considerou hoje “estranha” e “incompreensível” a decisão de impedir a participação do Regimento de Lanceiros e das bandas do Exército e da Armada nas comemorações do centenário do regicídio.
“Há aqui duas posições diferentes”, disse à Lusa o presidente da associação, General Garcia Leandro, distinguindo a posição de natural obediência à decisão, assumida pela hierarquia do Exército, e a da associação que participa em todos os actos previstos.
“A Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar estará representada em todos os actos (centenário do regicídio de D. Carlos) para que foi convidada”, esclareceu.
“O rei D. Carlos foi Chefe de Estado e, tal como o Príncipe Luís Filipe, foi também comandante honorário de batalhão do colégio”, recordou. Por isso, Garcia Leandro diz “não compreender muito bem a decisão” do governo de impedir a participação numa cerimónia de homenagem histórica a um Chefe de Estado que foi assassinado. O facto de ele pertencer à monarquia não conta”, afirmou.
“Esta decisão veio dar uma importância política às cerimónias que estas não tinham”, afirmou, sublinhando: “o regime não está em causa” quando se celebra um acto histórico deste tipo. A associação lamenta a não participação do regimento de lanceiros (antigo Regimento da Rainha) e das bandas do Exército e da Armada nas comemorações porque “a decisão veio apenas na véspera” quando tudo já estava preparado, programas e divulgação pública.
“Ninguém imagina que o Exército aceitasse participar se não tivesse a convicção de que estaria autorizado a fazê-lo”, destacou.
A Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar é independente, tipo ONG, e por isso vai participar nos referidos actos, reiterou o antigo Vice-Chefes de Estado Maior do Exército.
Com esta proibição estão-se a “abrir feridas” desnecessárias onde não existiam, concluiu o General Garcia Leandro.
SRS. Lusa/fim