Blog pessoal criado em 2003
20 de Março de 2007

Eleições na Madeira vão "legitimar" os que foram contra LFR, diz Partido da Terra

O responsável pelo Partido da Terra na Madeira, o deputado independente João Isidoro, afirmou hoje que o resultado das eleições antecipadas na região irá "legitimar" todos os que estiveram "contra a revisão da Lei das Finanças Regionais".

João Isidoro declarou entender "do ponto de vista político a decisão de Alberto João Jardim de demitir-se do cargo de presidente do governo regional".

"Só que, do ponto de vista institucional, não se justificava a dissolução da assembleia regional porque o PSD tinha a maioria", disse.

"Não é com a dissolução do parlamento madeirense e novas eleições que se vai recuperar o que se retirou à Região Autónoma da Madeira", sustentou o deputado independente.

Adiantou que esta posição política poderá servir apenas para, no futuro, "impedir que sejam adoptadas pelo governo central outras medidas do género, lesivas dos interesses da Madeira porque o acto eleitoral dará legitimidade ao parlamento regional".

Salientou que, na Madeira, todos os partidos e forças vivas, à excepção do PS, foram contra a revisão da Lei de Finanças Regionais, pelo que o resultado das próximas eleições de 06 de Maio "vai legitimar todos em relação a situações futuras".

Para João Isidoro, a grande novidade das eleições seria a eleição de um grupo parlamentar do Partido da Terra.

Acrescentou que, pelos contactos e apoios recolhidos na Região e, prometendo "alguma surpresa", "tudo indica que o partido possa eleger um grupo parlamentar com "o mínimo de dois deputados".

"Agora tudo vai depender do resultados dos outros partidos, se o PSD mantiver a maioria absoluta fica tudo na mesma, se a situação for diferente estamos disponíveis para dialogar de forma responsável para encontrar uma solução credível que governe a Região com estabilidade", concluiu.

João Isidoro e Ismael Fernandes foram eleitos para o parlamento madeirense nas listas do PS/M, mas assumiram posições contrárias às do partido, apoiando por exemplo a candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República e criticando a direcção regional, pelo que foram expulsos e passaram a deputados independentes.

Alberto João Jardim apresentou a sua demissão do cargo do governo madeirense a 19 de Fevereiro como forma de protesto pelos cortes financeiros impostos pelo executivo central à Região, o que desencadeou um processo que levou à realização de eleições legislativas antecipadas a 06 de Maio.

Agência LUSA
2007-03-20 16:55:05

publicado por Pedro Quartin Graça às 23:11

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