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08 de Janeiro de 2008

UMA VEZ MAIS O MPT FOI O CAMPEÃO DA POUPANÇA...

Roseta e Carmona declararam prejuízo

Intercalares para a Câmara de Lisboa custaram cerca de 1.250 mil euros aos partidos

Os partidos e coligações declararam despesas de cerca de 1.250 mil euros com a campanha eleitoral nas intercalares para a Câmara de Lisboa, em Julho, e os movimentos de cidadãos foram os únicos a declarar prejuízos.

As contas entregues pelos partidos, coligações e grupos de cidadãos com a campanha autárquica para a Câmara de Lisboa foram hoje publicadas na página do Tribunal Constitucional na Internet e estão em processo de auditoria pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.

Ao todo, os partidos, coligações e grupos de cidadãos eleitores gastaram cerca de 1.563.309 euros na campanha, dos quais 300 mil foram gastos pelos dois movimentos concorrentes.

Como a eleição decorreu só para um órgão - a câmara - nem os partidos nem os grupos de cidadãos tiveram direito a subvenção pública. PSD e PS foram os partidos mais gastadores mas apenas os dois grupos de cidadãos eleitores apresentaram prejuízos.

A despesa declarada do PSD foi de 471.011 euros e a receita de 529.169 euros. O partido acrescentou cerca de 57 mil euros à contribuição própria que tinha orçamentado.

O PS declarou gastos 431.372 euros, e igual valor de receitas, das quais 166 mil euros foram contribuição própria do partido, cerca de metade do previsto no orçamento.

Os grupos de cidadãos eleitores - 'Cidadãos por Lisboa', que elegeu Helena Roseta, e 'Lisboa com Carmona' tiveram prejuízo na campanha eleitoral.

O movimento de Helena Roseta declarou gastos de 105.260 euros e proveitos de 20.527 euros, ficando com um prejuízo de 84.733 euros, dos quais cerca de 82 mil euros são credores a própria vereadora e José Pedro Salema, o mandatário financeiro da candidatura.

A campanha de Carmona Rodrigues teve um prejuízo de 31.662 euros, com gastos de 193.766 euros e receitas de 162.105 euros.
O partido que gastou menos na campanha foi o Movimento do Partido da Terra, com 887 euros de despesas, dos quais cerca de 500 destinaram-se a pagar uma acção de campanha num «passeio de barco no rio Tejo».
O CDS-PP declarou despesas de 122 mil euros de despesas e cerca de 123 mil euros de receitas, das quais 118 mil sairam dos cofres do partido, mais do dobro do orçamentado.
O Bloco de Esquerda gastou 107 mil euros.
A CDU (PCP e PEV) declarou gastos de 112 mil euros, quando somadas as rubricas dos custos operacionais, 46.620 euros, promoção e comunicação, cerca de 60 mil euros e comícios, cerca de 5.500 euros.
Quanto aos partidos que não elegeram vereadores, o PND gastou 9.765 euros, o PPM declarou 1.220 euros e o PCTP/MRPP gastou cerca de 7.200 euros.
As primeiras eleições intercalares de sempre para a Câmara de Lisboa realizaram-se a 15 de Julho de 2007, com 12 candidaturas - incluindo dois movimentos de cidadãos independentes - a disputar a liderança do executivo camarário, que acabou por ser ganha pelo PS, com 29,49 por cento dos votos, equivalente a seis lugares na vereação.
O movimento Lisboa com Carmona, com 16,65 por cento dos votos, conquistou três lugares de vereador, tal como o PSD, que obteve uma votação de 15,85 por cento.
O movimento Cidadãos por Lisboa conseguiu dois lugares na vereação com 10,26 por cento dos votos, a CDU obteve dois lugares com 9,48 por cento e o Bloco de Esquerda elegeu um vereador, com 6,82 por cento dos votos.

Lusa / SOL
publicado por Pedro Quartin Graça às 10:12
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